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riscos_e_rabiscos

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Uma Tarde de Aventuras

 

Era uma vez duas gajas destravadas da pinha. Como estavam as duas de férias e não tinham nada para fazer, decidiram ir à aventura.

 

Começaram pela Arena. Rumo a esta, surgiu o primeiro obstáculo: a difícil escolha para norte ou sul. Fizeram a opção errada - claro está! – e tiveram de voltar atrás.

Chegadas à Arena, deram uma volta para ver as montras e decidiram ir apanhar um pouco de sol de seguida.

É então que surge o 2º obstáculo: para que lado é Lisboa?

 

Pilota e co-pilota exímias, fizeram-se à estrada dispostas a enfrentar os mais ferozes perigos rodoviários. Surgem-lhes alguns monstros pelo caminho: rotundas, zebras, traços contínuos e placas – muitas placas – que lhes confundiram os neurónios.

 

Graças a um senhor que foi mandado parar mais à frente, os senhores policemen não “repararam” nelas… Ah, e escusam de perguntar quais foram as transgressões, porque isso só a Deus pertence!

 

Seguiram o seu caminho guiadas por Eolo, em busca de um pedacinho de mar.

“Olha uma placa (de praia)” disse a S., “olha outra!” E … zupt! Viraram.

Ao virarem a esquina, depararam com um abismo colossal. Glup! Mulheres corajosas como são, aí foram elas estrada abaixo.

A praia era imponente, assustadora mas aconchegante. A sua areia era grossa e gostosa e a água fria e vigorosa.

 

Já na praia, foram postas à prova mais uma vez: onde e como iriam mudar para o traje de banho? Não havia alternativa, a troca teria de ser feita ali mesmo, no parque de estacionamento.

Enfiadas no carro, após termos verificado que não havia mirones, expuseram os seus fantásticos corpos (86-60-86) às belas escarpas da praia e vestiram as suas indumentárias.

Pormenores? Nem pensar! Até a praia era calada!

 

Depois de vestidas – ou despidas? – as gajas aproximaram-se das escadas que as levaria até ao areal. As escadas eram constituídas por tábuas mal pregadas que provocavam uma vertigem e um medo terrível de ir parar à água antes de tempo.

 

Ao pisarem o areal, ouviram um barulho estranho, de proveniência duvidosa. Olharam-se mutuamente com ar desconfiado. Mas afinal a culpa era do puto que vinha atrás de bicicleta e que tinha os travões frouxos.Foi risota de faltar o ar e encher os olhos de lágrimas.

 

Uma ida à praia sem provar a água, não é uma ida à praia. O pior é que o mar estava picado e era impossível entrar lá dentro. Opção: sentar à beira da água e fazer o xixizinho da praxe à espera que a água as banhasse. Ficaram com as unhas dos pés congeladas.

 

Fazia-se tarde e estava na hora das duas gajas saírem da praia. A S. só perguntava se iria conseguir subir a estrada. Claro que sim ou não estaria agora a ser escrito este post!

Vieram-se embora, aproveitando por passear por todas as terreolas ali da zona. Elas não estavam perdidas… estavam era com vontade de ir ver o Convento de Mafra! Cof! Cof!

 

Mais peripécias sucederam: uma curva feita em contramão e um atendimento de telefone com o carro da polícia ao nosso lado, só faltou mesmo dizer adeus!~

Mas no final das contas há que dizer que foi um dia de férias óptimo, repleto de aventuras. Foi ou não foi, S.?  

 

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